Moleira: uma proteção naturalTodo
recém-nascido apresenta na chamada calota craniana – no alto da cabeça –
duas aberturas: a fontanela anterior e a posterior, também conhecidas
como moleira. Suas funções principais são facilitar a passagem do bebê,
na hora do parto, e permitir, junto com as suturas (pequenas linhas de
separação entre os ossos da cabeça), o crescimento adequado do cérebro.
Mais tarde, a própria natureza tratará de fechá-la. A fontanela anterior
é maior e a que mais demora a fechar. Mede cerca de dois dedos de
largura e seu fechamento ocorre em torno do 9º ao 15º mês de vida. Uma
de suas características é a pulsação, originada pela proximidade de
vasos arteriais. A outra fontanela, menor, costuma estar fechada até o
2º mês de vida.
Um espaço para crescerOutra
função importante da moleira é permitir a flexibilidade da caixa
craniana, dando lugar para o desenvolvimento do cérebro. No primeiro ano
de vida, este alcança metade da dimensão que terá no adulto e apresenta
um aumento de 135% em relação ao seu tamanho na hora do nascimento da
criança. Embora não seja muito demorado, esse processo é muito
importante.
Atenção!Devido à compressão craniana na hora do
parto, é muito comum que a cabeça da criança apresente pequenas
deformações, tomando, por exemplo, a forma afunilada, conhecida como
moldagem. Depois de uma semana a dez dias, no entanto, tudo volta ao
normal.
Quando há problemasUm
bebê que nasce com a fontanela fechada, tem o cérebro comprimido pela
caixa craniana, problema conhecido como cranioestenose. Esse fechamento
precoce pode causar-lhe deformidades na cabeça e até graves lesões
neurológicas, devido ao encarceramento do cérebro. A doença é congênita.
Adquirida ainda na fase embrionária, suas prováveis causas são
hereditárias, intra-uterinas ou infecciosas, como a sífilis. Mais comum
nos meninos (três para cada menina), deve ser tratada antes do 8º mês,
mas é importante que o diagnóstico seja firmado até o 2º, para permitir
um acompanhamento neurológico mais aprofundado. Isso pode acontecer por
meio de cirurgia, na qual são criados espaços ou suturas no crânio,
geralmente com resultados satisfatórios.
Outra dificuldade é a demora
no fechamento da fontanela ou moleira, provocada pela hidrocefalia ou
acúmulo do líquido da espinha dorsal na cabeça, o que provoca seu
crescimento anormal. Também pode ser causada por alterações da tireóide
ou hipertensão intracraniana.O tratamento de cada um desses problemas
pode variar, mas no caso da hidrocefalia, também costuma ser cirúrgico,
com a colocação de válvulas de drenagem.
Atenção!As
visitas regulares ao pediatra no primeiro ano de vida da criança ajudam a
fazer o diagnóstico precoce de anormalidades cranianas e a definir o
melhor tipo de tratamento. Para isso, o profissional tira as medidas
cefálicas e acompanha o crescimento do neném. Sim... A pulsação do coração é percebida na moleira.
O choro faz com que a moleira pulse mais forte.
Em algumas crianças, ela fecha mais cedo.
Em outras, pode demorar até os 2 anos.
O crânio deve ter um crescimento homogêneo.
Não... Para a moleira afundada. Pode ser início de desidratação.
Para a moleira abaulada. Entre as causas, está o excesso de ingestão de vitamina A, infecções...
Para outras alterações na forma do crânio, por exemplo, se é achatado.
Para o seu crescimento exagerado para a frente ou para os lados.
Atenção!Para
pesquisar a moleira abaulada, deixe a criança levantada. A posição
deitada pode dar uma falsa impressão de abaulamento.