domingo, 16 de maio de 2010

Mordidas: agressividade ou aprendizagem?

O primeiro contato da criança com o mundo é pela boca e morder faz parte disso.
Ninguém gosta que seu filho seja mordido. Os pais da “vítima”, às vezes, sentem-se culpados por deixarem seu filho correr num ambiente com tantas crianças. Já os pais do mordedor, quase sempre, ficam envergonhados com o fato. Tanto a
família do mordedor quanto a do mordido se sentem preocupados ou agredidas.
Mas o que significa a mordida? O primeiro contato da criança com o mundo é pela boca.Você já reparou em um bebê de quatro meses? Ele leva coisas para a boca. Mãos, pés, todos os objetos ao alcance vão, mais cedo ou mais tarde, para a boca do bebê. Ao colocar um objeto na boca, o bebê está experimentando este objeto. Está aumentando seu conhecimento sobre as coisas que o rodeiam. Começa a
experimentar diferenças de peso, textura, tamanho, forma. Enfim, a cada bocada ele conhece um pouco mais o mundo ao redor! A boca é um dos meios mais importantes para o bebê entrar em contato com o mundo. Além de usá-la para conhecer as coisas, o bebê a utiliza para outras formas de contato. Aceitar ou rejeitar alimentos é uma das formas. Chorar também. Quando surgem os dentes, começam as mordidas. Vindo da boca, não podia ser diferente: a mordida também é uma maneira de conhecer o mundo. E é também uma forma de comunicação com ele. Mordendo um objeto, a criança pode perceber muitas coisas. A diferença entre duro e mole, por exemplo. Também pode perceber a novidade que é o susto, o choro ou o espanto da criança mordida. Descobrir que a outra reage à uma grande aventura! Morder pode ser fascinante. Tão fascinante que a criança pode querer repetir. Quem será um mordedor? Em nossa cultura, frequentemente expressamos carinho brincando com os dentes, sobretudo com bebês, fingindo morder. Essas ações geram “modelos de imitação” para os pequenos. Eles utilizam esses modelos nas brincadeiras com outras crianças. Porém, ainda não sabem quanta força
podem colocar na boca e também não sabem avaliar as conseqüências desse
comportamento. Isso não quer dizer que seja desaconselhável brincar com a criança usando a boca. Pelo contrário. Desde que respeitadas as particularidades e as sensações da criança, esses momentos podem ser muito afetuosos e de grande intimidade. É preciso apenas ir mostrando que ela pode acabar provocando dor e machucando outras crianças. Sobretudo aquelas que não estão com vontade de entrar na sua brincadeira. A diferença individual também é importante nesta hora. A partir de experiências com os adultos e os objetos, cada criança vai construindo uma maneira particular de reagir. Um beliscão, dado com a mesma força pode provocar reações diferentes em diferentes crianças. Um som alto pode não chamar a atenção de algumas, enquanto outras ficam extremamente irritadas. Isso também é válido para o toque, a tolerância à frustração, os sentimentos de ciúme, a busca de atenção ou a procura de exclusividade. Cada criança tem sua maneira de reagir frente aos conhecimentos. Em situações em que se sente contrariada ou nas disputas de objetos, algumas crianças reagem de forma explosiva, mordendo, enquanto outras choram, na expectativa de que o adulto a ajude. Muito comum é acontecer uma mordida quando uma nova criança entra num grupo de crianças. Pode ser que uma das crianças fique insegura ou com ciúmes da novata. Sem poder compreender direito, sem ter como organizar suas emoções, ela pode descarregar sua ansiedade na forma de mordida. Você já deve imaginar: em geral, o alvo é esta nova criança. A mordida também pode estar ligada a aspectos da organização, de espaço ou rotina. Uma “receita” para conseguir uma bela mordida é organizar atividades em um espaço pequeno e com um grande número de crianças. Outra, infalível, é colocar brinquedos diversificados em pouca quantidade. Ou ainda organizar uma rotina que não leve em conta as necessidades de sono do grupo, deixando as crianças irritadas. Como acabar com as mordidas? Há “receitas” para obter mordidas, mas para acabar com elas, não. Para acabar com as mordidas é preciso que o educador e a equipe pensem sobre todos os aspectos envolvidos no dia-a-dia daquele grupo de crianças. É preciso tentar descobrir quais são os fatores que estão fazendo isso acontecer. É preciso pensar sobre a rotina, o espaço, a quantidade e a variedade de brinquedos. Enfim, é preciso estar atento a detalhes. Muitas vezes são os detalhes os fatores desencadeadores de mordidas. Importante é saber disto: Seja qual o for o fator que leve à mordida, é preciso muito cuidado para não rotular a criança como “mordedor”. Quando se rotula uma criança, todos passam a esperar que ele volte a ter aquela reação. Mesmo que seja uma expectativa sutil, a criança percebe. Para ela, essa expectativa é marcante, e pode aumentar a ansiedade da criança. Esse aumento da ansiedade pode levá-la a dar novas mordidas. Se a mordida acontecer, reforça-se a idéia de que ela é mordedora. A expectativa aumenta, aumenta a ansiedade e ela morde mais uma vez. Um ciclo sem fim. Mesmo que a criança não fale direito, alguma coisa da conversa dos adultos ela entende. Ela percebe o clima. Isso também pode acentuar seu comportamento de morder, com motivo ou sem motivo aparente. Por isso, se for preciso conversar sobre o fato, é melhor que não seja na presença da criança. Na ocorrência de uma mordida, talvez o melhor seja tratar o fato com tranqüilidade. É importante esclarecer, para a criança, a dor que se sente. Importante também é ajudá-la a encontrar outras formas de se comunicar. Mostrar possibilidades
de expressar, através da fala e dos gestos, suas emoções. É preciso compreender que esta é uma fase do desenvolvimento da criança. Praticamente todas as crianças, entre um e três anos, em algum momento, usaram ou usarão tal conduta. Esse recurso praticamente desaparece quando a linguagem estiver mais desenvolvida.

Fonte: Ana Maria Mello
Telma Vitoria

Veja mais em: Colégio Maria Imaculada- SP

segunda-feira, 10 de maio de 2010

TODO MUNDO NA JANELINHA



ATIVIDADE PARA CRIANÇAS DE:

IDADE: De 9 meses a 2 anos. TEMPO: 30 minutos. ESPAÇO: Sala de atividades. MATERIAL: Cartolina, caneta hidrocor, cola e uma foto de cada criança. OBJETIVO: Favorecer o reconhecimento da própria imagem e da dos colegas. PREPARAÇÃO: Em uma cartolina, desenhe um trenzinho com o número de vagões correspondente à quantidade de crianças. Pendure o cartaz na parede da sala antes de elas chegarem. No dia da brincadeira, peça aos pais que mandem uma foto do filho ou da filha. Peça aos pequenos que sentem em roda e coloquem a foto no meio do círculo. Aconchegue os bebês no grupo e converse com todos. Comente uma foto por vez. Mostre a imagem e diga: “Olha a Aninha!”, “Onde você estava?”, “Na praia, não é?”, “O seu biquíni era azul?”, “Quem já foi à praia?” Chame as crianças pelo nome, pois é muito comum na Educação Infantil o uso de apelidos. Depois dos comentários, cole as fotos nos vagões e deixe elas apreciarem. Inclua uma foto sua também. O trenzinho fica na classe até as férias. Você vai perceber que, sempre que possível, as crianças vão chamar as pessoas que se aproximam da sala para ver as fotos.

Veja mais em: COISA DE CRIANÇA
Lá você encontrará varias brincadeiras dirigidas às crianças pequenas, descritas como acima.

sábado, 1 de maio de 2010

Troca-pé


Escadas definitivamente não é um lugar para crianças brincarem é muito perigoso, porém, existe uma brincadeira que da para ser feita com as crianças na faixa etária de 2 anos que ajuda muito no desenvolvimento da coordenação motora dos membros inferiores, é a brincadeira do Troca-pé, talvez você não tenha ouvido falar com esse nome mas provavelmente brincou muito com ela. A brincadeira consiste em ficar do lado de baixo de um degrau, meio fio, ou algum lugar firme e elevado cerca de 15 a 20 cm do chão (base), com um pé na parte de baixo e outra na parte de cima e ao som de uma parlenda ou musica qualquer, ou até mesmo em silêncio, ir dando pulinhos e trocando os pés. Conforme as crianças vão conseguindo fazer a troca, pode se inserir uma cadência para os pulos. É bom observar que as crianças nesta idade ainda não possuem a noção total de equilíbrio e estão desenvolvendo a coordenação motora, sendo assim, é comum elas caírem, isso pode ser resolvido colocando um colchonete atrás delas ou, escolhendo um lugar mais adequado, por exemplo um gramado com um tronco que esteja firme no chão e permita fazer a brincadeira.

by JOSHUA

terça-feira, 27 de abril de 2010

Brinquedo e Educação


Brincadeira Saudável

Como já falamos, brincar é uma das atividades mais importantes da infância. E, é claro, os pais devem participar dela sempre que puderem. Não há nada mais saudável para a relação familiar do que os pais sentados no chão, no meio dos brinquedos, entrando no mundo dos filhos. Além de prazeroso para os dois, o vínculo afetivo se fortalece nesta relação pai e filho, seja a brincadeira qual for.
Os pequenos também precisam saber a dividir. E isso se torna mais fácil quando a criança tem irmãos ou está acostumada a brincar com amiguinhos. “Aprender a dividir, repartir, emprestar, se colocar no lugar do outro, faz parte do processo de socialização e de desenvolvimento de todas as crianças”, alerta a educadora Luciana Pierre.
Os pais e professores devem estar preparados e atentos para orientar seus filhos e alunos na construção deste processo, que faz parte do desenvolvimento de todos. “Outra dica, que uso na escola, são campanhas solidárias, onde as crianças doam um brinquedo seu em bom estado. Nós orientamos aos pais que ajudem seus filhos para que eles escolham o que dar. O exercício muitas vezes é difícil para algumas crianças mais apegadas, mas extremamente importante”, conta a educadora.
Ensinar a criança a emprestar os brinquedos para os amiguinhos não é uma tarefa fácil, há os que emprestam com mais facilidade e os que não gostam de dividir de jeito nenhum. Mas o esforço vale a pena, pois essa é uma lição que se leva para o resto da vida.
A dica da Dra. Luciana Pierre é trabalhar o emprestar com histórias infantis que levem ao altruísmo, como por exemplo, ‘A Galinha Ruiva’ e ‘O Bolo Fofo’. Ou trabalhar com rodas de conversa, reforçando quem conseguiu emprestar e como a criança que emprestou e a que recebeu se sentiram. Os pais também podem usar essa técnica em casa, conversando sobre o tema com os filhos e seus amiguinhos.

Luciana Pierre Cardoso é especialista em educação infantil

educadora da Escola Infantil Ipê de Santos/SP.
Veja mais em: GUIA DO BEBÊ

Agradecimentos

Oi Pessoal...

Estou aqui para agradecer aos companheiros do COC pela força que estão dando com relação ao BLOG, principalmente a tutora Simone que esta se empenhando muito na divugação.

A vocês os meus agradecimentos.

Bjs

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desenvolvimento da Criança dos 0 aos 3 anos


A Criança Aprende a Brincar!
É a brincar que a criança aprende o que mais ninguém lhe pode ensinar. É dessa forma que ela se estrutura e conhece a realidade. Além de estar a conhecer o mundo, está-se a conhecer a si mesma. Ela descobre, compreende o papel dos adultos, aprende a comportar-se e a sentir-se como eles. Não são necessários muitos brinquedos para o bebé brincar, antes pelo contrario, o poder da imaginação e da criatividade é enorme.

Ideias para estimulação do Bebé
1º. mês - Converse ou cante para o bebé. O som da sua voz é reconfortante e transmite-lhe segurança.
Faça massagens à criança, estimule cada parte do corpo dela: pés, mãos, costas, rosto. Pode-se colocar música suave e revelar, através deste contacto físico, os seus sentimentos por ele pois, o toque das mãos transmite amor, carinho e segurança.
2º mês - Apresente objectos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos.
Junto ao berço coloque um móbil colorido dentro do campo de visão do bebé.
3º. mês - Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebé tentará imitar e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos.
Estimule o tacto do bebé com objectos de diferentes texturas. Ex.: passar no pé ou na mão dele uma pluma e observar as reacções; encostar na mão algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado apoiado por almofadas.
4º. mês - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebé tentará imitar.
Mande-lhe brinquedos (bolas, dados) para ele tentar agarrar.
5º. mês - Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que ele agarrar, vai levar à boca.
Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele.
Espalhe brinquedos à sua volta deixe-o a brincar no chão.
6º. mês - Durante as refeições relate ao bebé o que ele está a comer. Mostre-lhe os alimentos.
Nesta fase, convide a criança para passear, e espere que ela lhe estenda os braços.
Imite o barulho dos animais e objectos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre, deixe-o próximo das árvores, para que ele observe o balancear o e barulho das folhas.

7º. mês – Proporcione à criança a manipulação de brinquedos que façam barulho, de diferentes cores, formas e tamanhos. Coloque-os próximos do bebé e estimule-o de modo a ele ir buscá-los.
Ensine-o a dizer adeus. Em pouco tempo repetirá os gestos dos adultos.
8º. mês - Brinque às escondidas com uma toalha ou cortina. Permita que a criança mande objectos para o chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento. Desta forma, está-se a fomentar a noção de causa e efeito.
Conte histórias, mostrando as imagens do livro.
9º. mês - Deixe perto do bebé brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e a encaixá-los.
Quando junto do bebé, relate-lhe tudo o que faz. Ele começará a repetir sílabas. Converse sobre animais e imite o barulho dos mesmos.
10º. mês - Converse com o bebé e dê-lhe alternativas. Por exemplo: "Queres o urso ou a bola". Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido.
Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará os seus monossílabos.
Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, está a incentivar a linguagem.
11º. mês - Participe nas brincadeiras da criança.
Deixe à mão objectos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde.
Chame a atenção dele para objectos e animais conhecidos e também para as novidades.
Estimule-o a beber água em copos ou com o auxílio de palhinhas.
12º mês - Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos.
Ele já entende ordens curtas, portanto explique-lhe tudo: o que estão a fazer, onde vão, etc... Brinque às escondidas ou à apanhada com a criança. Jogue à bola com ela.

Segundo / Terceiro Ano
Depois do primeiro ano, existem três marcos evolutivos do desenvolvimento da criança:
- O aparecimento da marcha;
- O início da linguagem (sobretudo a possibilidade de dizer "não");
- E o controlo dos esfíncteres, que representa a possibilidade de entre os 2 e os 3 anos prescindir-se do uso de fraldas.

Com a aprendizagem da marcha e da linguagem, a criança adquire, de forma progressiva, a sua independência motora, ficando muito mais apta a explorar o que a rodeia. Nesta fase, a capacidade de tolerar a distância e a ausência dos pais é maior, mas ainda não é substancial. Para que exista uma presença emocional dos pais na vida psíquica da criança, a sua presença é ainda muito necessária.
Por esta altura, a criança começa a andar, sobe e desce escadas, vai para cima dos móveis, etc. - o equilíbrio é inicialmente bastante instável, uma vez que os músculos das pernas ainda não estão bem fortalecidos. Contudo, a partir dos 16 meses, o bebé já é capaz de caminhar e de se manter de pé em segurança, com movimentos muito mais controlados. Verifica-se igualmente uma melhoria da motricidade fina devido à prática - capacidade de segurar um objecto, manipulá-lo, passá-lo de uma mão para a outra e largá-lo deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de transportar objectos na mão enquanto caminha.

Após o segundo aniversário, e à medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a criança é capaz de saltar, andar ao pé-coxinho ou saltar de um pé para o outro quando está a correr ou a andar. É mais fácil manipular e utilizar objectos com as mãos, como um lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha.
No segundo ano de vida, a linguagem começa igualmente a desenvolver-se e, a possibilidade de dizer "não", "eu" e "meu" surge como a expressão do eu próprio em oposição ao outro. Verifica-se uma grande mudança na consciência que a criança tem de si própria.
Após os 15 meses, verifica-se uma maior capacidade de compreensão das ordens impostas, inicialmente com o recurso de gestos, depois, sem os mesmos. Começa a conseguir acompanhar ordens simples, do género "Dá-me o brinquedo".
Uma vez que este é o período em que as crianças estão mais abertas à aprendizagem da linguagem, os adultos que falam muito com elas, que lhes lêem, ensinam canções e poemas infantis (por outras palavras, que usam a linguagem para comunicar com elas) têm um efeito marcante no seu desenvolvimento linguístico.
As inter-relações pessoais também ajudam as crianças a distinguir quais os comportamentos adequados e quais não são. À medida que o seu comportamento se torna cada vez mais complexo durante o segundo ano de vida, a criança vai aprendendo com as expressões faciais dos adultos, com o seu tom de voz, gestos e palavras, quais os tipos de comportamento que geram aprovação e quais geram reprovação. Os padrões geram-se através do dar e receber entre as crianças e os adultos que cuidam delas. Contudo, e a par do comportamento, são também muito importantes as emoções, os desejos e a auto-imagem em formação.

A partir dos 24 meses, surge a idade dos "Porquês?" À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física - trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo. É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32 meses, é já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um breve período. Ocorre igualmente um desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome".

No seu processo de evolução, por volta dos dois anos/dois anos e meio, vai-se verificar a capacidade de criar imagens mentais (aquilo a que chamamos símbolos, ideias). Tal leva à compreensão dos conceitos - progressivamente, e com a ajuda dos adultos, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo. Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências numéricas simples e de diferentes categorias (o que mais tarde lhe permitirá o contar até 10; formar grupos de objectos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 2 cavalos, etc.).

Por esta altura, as brincadeiras que implicam o fazer de conta ou a imaginação e que envolvem dramas humanos (por ex., bonecos a abraçar-se ou a lutar) ajudam a criança a aprender a relacionar uma imagem ou representação com um desejo, e depois usar essa imagem para pensar.

Surge então a capacidade de auto-observação. Esta capacidade é fundamental para o autocontrolo de actividades tão simples como pintar dentro ou fora dos riscos de um desenho, ou fazer corresponder imagens com números. A auto-observação também ajuda a estabelecer relações de empatia com os outros e a corresponder a expectativas.

Nesta fase, a criança irá investir muito na medição das suas posses, limites (de que algumas birras são exemplo), bem como em comportamentos omnipotentes, de risco ou de oposição. Embora seja um aspecto fundamental em todo o desenvolvimento, é uma altura em que se torna maior a importância das regras e limites estabelecidas às e com as crianças.

As birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção, e podem dever-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de a comunicar de forma eficaz).

Frequentemente, existe uma tendência dos pais em facilitar-lhes tudo, devido a uma culpabilidade inconsciente que sentem em não passarem com os seus filhos o tempo que consideram ideal, considerando-se que conter, frustrar, contrariar ou proibir pode prejudicar a criança.

Mas, o que se verifica é que as crianças mais inseguras e com um maior sentimento de desprotecção são aquelas que, desde pequenas, não lhes foram passadas regras nem limites por uma entidade protectora.

Veja mais em: A Conversa com Pais

quinta-feira, 15 de abril de 2010

OI Pessoas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Comecei um curso que tem o enfoque maior para a contação de história, no entanto,ele irá abordar algumas atividades e brincadeiras que são utilizadas para "encantar" os ouvintes. Pretendo se houver permissão postá-las aqui para que todos possam compartilha-las.
Um grande abraço e divirtam-se com as dicas do blog.

quarta-feira, 31 de março de 2010

DO PRAZER DE BRINCAR AO PRAZER DE APRENDER


TRANSCRIÇÃO DA CONFERÊNCIA DE BERNARD AUCOUTURIER (ESCOLA FRANCESA DE PSICOMOTRICIDADE), REALIZADA NA I JORNADA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM 22 DE OUTUBRO DE 2005, NA UNIFMU.
De O a 3 anos de idade a criança brinca buscando o prazer de construir e desconstruir. Esta vontade de agir não pode ser considerada, neste momento, como um reflexo de agressividade porque esta forma de brincar transita em uma dimensão inconsciente.
A criança demonstra neste
período o prazer de ficar em pé. rolar, balançar e cair. Trata-se de uma percepção rítmica ligada à construção e desconstrução que é anterior à percepção espacial. Nesta fase também apresenta o prazer de ser envolvida ao brincar no meio de tecidos: encaixar-se, esconder e ser descoberta, perseguida sem ser pega. Poderá também demonstrar interesse ao identificar-se com agressores que causam medo. Demonstra prazer em reunir e separar, entrar e sair e encher e esvaziar.
Estas brincadeiras
de O a 3 anos descritas acima defino como BRINCADEIRAS DE REASSEGURAMENTO PROFUNDO que podem perdurar até um pouco mais de 3 anos. Porque fazem referência aos primeiros contatos humanos que põem em evidência a relação da criança com seus pais.
A partir dos 3 anos inicia-se a fase de identificação nas formas do brincar que identifico como JOGO DE REASSEGURAMENTO SUPERFICIAL a criança começa então a disc
riminar o masculino do feminino e criar personagens onipotentes que transitam em uma dimensão ilusória para desenvolver a ação em um universo ainda incompreensível. Neste momento a criança vivência na interação com o outro a ação e a ilusão do ser, dando aos poucos a forma de si própria como sujeito.
Através do processo de identificação e da interação com o outro a criança aprende a realizar um distanciamento emocional ao expressar conteúdos psicológicos por meio de objetos, percurso este. importante a ser vivenciado pela criança que através de personagens pode expressar seus medos e angústias proporcionando com esta experiência um conforto emocional.
- O que é Reasseguramento?
Reasseguramento é o resultado de uma dinâmica de prazer que permite à criança atenuar suas angústias interiores como: o medo de ser destruída (sentimento que é presente desde os primeiros meses de vida), o medo de ser agredida, de ser abandonada e de ser castrada.
A dimensão simbólica da criança começa a ser desenvolvida desde os primeiros momentos da vida da criança. O bebê procura os braços da mãe e se assegura no abraço. A partir do momento que a mãe oferece um paninho ou um objeto a criança transfere na interação com este objeto a sensação de prazer do carinho da mãe vivenciado anteriormente. Desta forma, aprende a buscar forma de prazer simbolicamente.
Os distúrbios no desenvolvimento da aprendizagem estão intimamente ligados a falta de asseguramento. A angústia surge quando a criança não é protegida das agressões interiores e exteriores. A angústia das crianças que não tiveram a oportunidade de asseguramento é real traduzida, muitas vezes, por meio de dores corporais que podem limitar a construção psíquica da criança.
A construção psíquica da criança se realiza por meio da fantasmática.
O Jogo de Reasseguramento Superficial sucede o jogo de Reasseguramento Profundo. Se a criança não vivência de forma substancial a primeira fase não poderá realizar a segunda. O brincar desenvolve o interesse da busca de fontes de prazer e promove a descentração tônico-emocional. Se a criança vive a brincadeira, participa das iniciativas das outras crianças, compartilhando com elas as emoções, o peso das angústias e o peso da afetividade. Esta interação favorece a atenção no outro e propicia, paulatinamente, uma descentralização em si própria. A criança ao se identificar com o outro coloca-se no lugar dele abstraindo-se de si própria. Este distanciamento de si como o centro de atenção é que permite o olhar da criança sobre si mesma.
O brincar permite o diálogo verbal e não verbal do corpo e da psique. Através do brincar a criança vive e deixa emergir uma dimensão inconsciente por meio da liberação dos afetos. Brincando ela dá forma ao afeto recebido dos pais e cria o seu próprio afeto, por meio de representações inconscientes. (Afeto = conteúdos emocionais recebidos e registrados na memória inconsciente e consciente).
Através do corpo em movimento, a criança expressa sua dimensão inconsciente. A motricidade é o meio entre o continente da inconsciência e a percepção do agora (consciência).
O corpo é o primeiro objeto transicional pelo fato de permitir à criança colocar em evidência o prazer que foi vivido com o outro no passado. Através do corpo ela interpreta e analisa estes conteúdos inconscientes que definimos como "fantasmática".
O brincar promove a comunicação, a verbalização, a criação e o desenvolvimento da função simbólica: a capacidade de representar formas conscientes (casa,objetos e situações) e a capacidade de expressão da fantasmática. A representação simbólica é vivenciada de forma verbal e não verbal, através de associações com as experiências vividas. Ex: Um menino e uma almofada. A almofada representa o carro e ele o motorista e a ação total a identificação do pai dirigindo o automóvel. Com a boca ele produz o barulho do motor e o seu corpo se ativa psicomotoramente.
No prazer do brincar existe sempre a presença do outro de forma simbólica. Esta é a síntese do reasseguramento.
A representação do brincar evolue com o desenvolvimento da psique. Com 3 e 4 anos diante de uma brincadeira de lobo a criança entra no jogo e é tomada pela sua fantasmática de a feto e angústia. Com 5 e 6 anos na brincadeira de lobo ela responde à brincadeira com um certo distanciamento. Com 7 anos ela diz: - Hoje vamos brincar de lobo e acaba não brincando porque o simples fato de evocar é suficiente para o reasseguramento. Ela age com o lobo de forma mental. Portanto no brincar há uma evolução da representação por meio do corpo para a representação mental.
Este é o paradigma que une e desenvolve o prazer do brincar para o prazer da aprendizagem. A aprendizagem é um prolongamento de uma dinâmica de prazer que vai do corpo ao pensamento. O prazer da aprendizagem ocorre no nível inconsciente e consciente.
O prazer de aprender começa bem cedo quando a criança com quase um ano começa a se apoiar para buscar ficar em pé sozinha, sem a ajuda dos pais ou qualquer adulto do seu lado. Realizando tentativas e caindo, ela estará aproveitando a aprendizagem postural e as compensações. Buscando posições de segurança e equilíbrio, ela vai tomando consciência do desencadeamento postural. A repetição na aprendizagem é fundamental porque através de uma dinâmica de prazer a criança vai aos poucos, memorizar o movimento e as posturas, o que vai permitir ela se apoiar nos pés e conseguir a tensão tônica suficiente para dizer: - Eu consigo; eu existo.
A condição da aprendizagem motora está intimamente ligada à possibilidade da ação e ao prazer da conquista dela. Se os pais não dão essa liberdade necessária à experimentação, a criança poderá, mais tarde, apresentar limitações psicomotoras intransponíveis pelo fato de ter sido impossibilitada de vivenciar o desequilíbrio, cair e aprender como buscar soluções para este desequilíbrio.
As crianças, por perseverança inata vão adquirindo confiança por meio das tentativas: porque é pela ação que a criança aprende o prazer de existir e adquirir confiança em si mesma.
Assim como a criança encontra a segurança afetiva através do brincar, ela vai conquistando, aos poucos, o mundo em função da sua ação. Para descobrir o que está no alto. ela vai estender o próprio corpo para alcançar o que quer. Através da sensação do corpo na exploração do espaço e na descoberta da massa dos objetos é que ela vai ativar sua habilidade tônica para pegar o que é pesado e o que é leve. Conquistando a habilidade tônica, ela aprende a tocar, acariciar, transpondo-se, inconscientemente, da forma como foi tocada e acariciada.
A mão é um prolongamento da boca como se a criança que agride com as mãos agrediu o peito da mãe. Neste sentido, a disgrafia tem ligação com a dificuldade da linguagem. A mão é a inteligência inconsciente das primeiras vivências da criança.

CONCLUSÃO:
A aprendizagem está ligada a descentração tônico-emocional conquistada nos jogos de reasseguramento superficial que dependem da vivência dos jogos de reasseguramento profundo ligadas à expressão e vivência do corpo psicomotor.
Ao brincar com os outros, a criança percebe o mundo exterior dos indivíduos que proporciona à ela parâmetros emocionais e fantasmáticos.
Aos 6 anos a criança normal deve perceber o mundo exterior descentrando-se tônico-emocionalmente ao brincar. Quando isto não ocorre elas deixam de perceber os seus afetos e permanecem projetando sua visão interna do mundo, fortemente ligada às emoções ao analisar o mundo real. No contexto piagetiano. não conseguem ultrapassar do estágio pré-operatório para o pensamento operatório formal.
A prática psicomotora tem como objetivo auxiliar o processo de descentração tônica do ambiente egocêntrico próprio das crianças de 4 e 5 anos de idade.
Na prática terapêutica psicomotora a criança é convidada a passar diferentes níveis simbólicos através do movimento, grafismo e atividades plásticas de construção e verbalização.Através destas experiências a criança toma consciência da sua produção como corpo e percurso de linguagem promovendo a descentração tônica.
Através da prática psicomotora promove-se a linguagem espontânea da criança, capaz de colocar palavras sobre emoções vividas. Por meio da linguagem e do exercício da mesma promove-se a maturação do conhecimento. Ex: se a criança salta 50 vezes sobre um tapete vermelho e não se coloca emocionalmente por meio da verbalização a criança não pode ter acesso à linguagem e conseqüentemente não pode ter acesso à simbologia e á cognição. Há uma coerência entre o corpo e a cognição assim como há uma coerência entre da maturação psicológica com a via motora compreendida na expressão psicomotora de conteúdos inconscientes e conscientes.
A terapêutica psicomotora visa promover o contato da criança com seus próprios afetos através da expressão, ativando conteúdos fantasmáticos na dinâmica da experimentação da ação necessária para a aprendizagem da representação simbólica e da criação da imagem mental dos objetos. A prática busca favorecer a passagem da criança para o nível operatório formal, no desenvolvimento do pensamento abstrato momento este onde a criança obtém a base cognitiva necessária para o processo de alfabetização e introdução no ensino regular.

Maria Carolina Sá Moreira Oliveira
Participante da I Jornada
Arte Educadora/Especialista em Reabilitação
Pós graduanda em Psicomotricidade


Veja mais em: Sociedade Brasileira de Psicomotricidade
(Todos os direitos reservados SBP - Colégio Nacional)

sábado, 27 de março de 2010

Brinquedos auxiliam desenvolvimento cognitivo de crianças com deficiência visual

Fabricados com texturas e formas diferentes, brinquedos estimulam outros sentidos das crianças e podem ser construídos em casa

Comentário SACI: Publicado em 28 de junho de 2004.

Daniele Próspero

Na Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, localizada na zona oeste de São Paulo, o ato de brincar se torna um momento ainda mais divertido para as crianças atendidas pela ONG. Brinquedos com texturas, formas e cores diferentes construídos e adaptados especialmente para portadores de deficiência visual, estimulam também os outros quatro sentidos: tato, audição, paladar e o olfato.

Segundo a pedagoga Mara de Campos Siaulys, presidente da organização, o brincar, a interação e a participação da criança são fundamentais a criança. "O desenvolvimento cognitivo se inicia desde o nascimento pela interação com o ambiente. Como 80% de tudo o que aprendemos é pelos olhos, uma criança que não enxerga fica prejudicada. Você precisa substituir essa falta, compensar com todos os outros sentidos para que ela participe do ambiente". Ela ressalta a importância de integrar todos os sentidos para um aprendizado completo sobre o objeto.

A pedagoga começou a desenvolver os brinquedos a partir de sua experiência no atendimento a crianças com deficiência visual. Ela conta que, durante o trabalho, percebia a dificuldade da criança cega assimilar situações abstratas, sem um objeto concreto e tátil para compreender o que aquilo significava, como números, por exemplo. Diversas vezes, Mara teve de adaptar diversos brinquedos para que a criança pudesse sentir também pelo tato e a audição.

O primeiro brinquedo desenvolvido foi um de introdução ao braile, onde as crianças precisavam encaixar as letras dos seis pontos do braile e formar palavras. A pedagoga afirma que, até então, o único material que existia com este aspecto era uma cartilha chamada Caminho Suave, que trazia ilustrações em braile.

"Eu achava isso o cúmulo. É super importante para a criança cega conhecer um brinquedo que represente aquele fato, não somente pelo braile. Senão, ela pode até ouvir falar, mas não saberá o que é até ser apresentada a eles. E os brinquedos têm a função de dar essa oportunidade para que ela conheça os objetos". Hoje, são mais de 100 brinquedos fabricados no Centro de Produção de Brinquedos e Materiais Pedagógicos da Laramara. Eles são feitos em diversas formas, tamanhos, cores e materiais, como plástico, madeira, tecido, lixa, entre outros.

Cada brinquedo tem uma função distinta e facilita o aprendizado. A proposta é propiciar o desenvolvimento integral da criança. A Colméia Alfabética, por exemplo, ajuda a criança a conhecer o alfabeto. Para cada letra, que é escrita em braile e em letra comum, a Colméia traz diversos objetos que iniciam com esta letra. Desta forma, a criança irá reconhecer os brinquedos pelo tato, pelo nome e qual sua função. Já o Caixinha de Números, ajuda a criança na aquisição do conceito de número e quantidade.

Mara explica que a criança que não enxerga também tem muita dificuldade em entender a questão de tempo, como as horas do dia, a divisão entre manhã, tarde e noite, pois ela não vê as mudanças que ocorrem ao longo do dia. Brinquedos como o Passatempo vem facilitar este aprendizado e desenvolver a noção do tempo. O brinquedo é um grande painel composto por cartões que se encaixam pequenos bolsos. A proposta é que, ao lado dos meses do ano, a criança coloque um cartão com um acontecimento que faz referência ao mês. Janeiro, por exemplo, é o mês das férias de verão e fevereiro é o mês do Carnaval. No mesmo brinquedo, ao lado dos dias da semana, a criança pode relacionar com as atividades que realiza diariamente.

O Doce Sabor incentiva as crianças a desenvolverem atividades que melhoram a coordenação motora. O mais interessante é que todas as partes do brinquedo são comestíveis. A criança tem que encaixar a bolacha num tubinho, que está colocado numa barra de gelatina. Ela pode ainda fazer colar e pulseira de balinha ou brincar com a massinha de modelagem colorida e, no final, comê-la, já que é feita de farinha. Tem até uma receita de tinta de gelatina e uma caixinha com balas que faz barulho para acompanhar uma música.

Para os bebês, foram desenvolvidos diversos brinquedos. O Rodão, por exemplo, feito com pneu de caminhão e coberto com uma malha de tricô, é um espaço aconchegante onde a criança é colocada ficando com as mãos livres para brincar com os objetos presos ao seu redor. "São objetos interessantes, como chocalho, pandeiro. Esta é uma oportunidade para ela brincar, interagir, sentir objetos que tenham som e melhorar a coordenação motora. Além de brincar, ela está se desenvolvendo", comenta a pedagoga, que ressalta a importância também dos outros brinquedos vendidos em lojas comuns. "As crianças cegas podem usar normalmente os demais brinquedos, mas têm que ter um sentido para elas. É importante que aproveitem aquele objeto porque, alguns brinquedos, elas irão pegar, sentir e não fará sentido nenhum".

Luiz Henrique Soares Silva, de seis anos, aprendeu a conhecer melhor as formas e as cores brincando com um jogo chamado "Formas e Números". Hoje, ele se diverte ao completar rapidamente o jogo reunindo corretamente os quadrados, as estrelas e as bolas das mesmas cores utilizando o tato. "Ele é muito esperto e adora brincar. Com estes brinquedos, ele monta e inventa várias coisas, ajudando no seu desenvolvimento. O uso do tato facilita muito o aprendizado", comenta a mãe, Sheila Oliveira Soares.

Os brinquedos desenvolvidos por Mara e sua equipe, na sua maioria, são fáceis de fazer e podem ser produzidos até mesmo em casa. O "Chocalho Gruda-Gruda", por exemplo, é feito com latas de molho de tomate, revestidos de materiais com cores e texturas diferentes, que trazem, dentro da lata, objetos com sons distintos. O brinquedo ajuda a desenvolver a coordenação ouvido-mão, além de fortalecer a mão, favorecer a identificação e reconhecimento dos sons, entre outros benefícios. Os pais podem aprender a produzir estes produtos em livros e vídeos desenvolvidos pela Laramara. Atualmente, os brinquedos, além de serem vendidos na Brincanto, loja da organização, são encomendas por escolas, prefeituras e entidades que trabalham com deficientes visuais de São Paulo e do Brasil.

Espaços para brincar

Além da produção de brinquedos e de um acervo desse material, composto por 1.500 brinquedos, o Projeto Brincanto desenvolve outras atividades que favorecem a brincadeira como instrumento de desenvolvimento integral das crianças. O projeto engloba ainda ações como a AMA (Atividades Motoras Adaptadas) e o Brin-Ar Feliz, em que crianças de creches da cidade são convidadas a brincarem em todos os espaços da organização. As professoras também são envolvidas nas atividades e participam de palestras que mostram a importância do mundo da brincadeira.

Os pais participam de perto de todo esse processo e são envolvidos nas atividades para favorecer o aprendizado das crianças. No Centro de Convivência da Família, os participantes aprendem a construir brinquedos e a brincar. As mães, que participam de cursos e atividades, já desenvolveram mais de 70 livros em braile. Elas criam histórias e ilustram os livros com elementos concretos, com brinquedos. Assim, a criança, além de ler, pode conhecer também os elementos que estão sendo narrados. Um livro sobre as Olimpíadas da Austrália, por exemplo, traz em relevo a quadra de tênis e os lutadores de judô. Tudo é sensorial. Todos os brinquedos e livros podem ser levados para casa, em empréstimo.

Maria do Socorro Alencar Simplício participa há quase 10 anos das atividades da ONG, produzindo brinquedos e acompanhando as duas filhas portadoras de deficiência visual. Ela diz que, atualmente, o grupo de mães está trabalhando em um novo projeto para ajudar os pais novos da entidade a conhecerem os direitos das crianças e também se envolveram mais nas ações da ONG. "Temos que incentivar essa participação porque tudo é para o bem dos nossos filhos", aponta.

Segundo a presidente da Laramara, atualmente, a organização trabalha com uma linha pedagógica que favorece essa interação entre as crianças e suas famílias, priorizando a socialização. "Há oito anos, o nosso trabalho era quase que terapêutico. Antes, trabalhávamos na deficiência das crianças. Hoje, na eficiência que elas têm", explica a pedagoga.


Laramara
Endereço: rua Conselheiro Brotero, nº 338, São Paulo - SP
Telefone: (11) 3660-6400
Site: http://www.laramara.org.br/
E-mail: laramara@laramara.org.br


Veja mais em: USP Legal - Rede Saci

quinta-feira, 18 de março de 2010

Como é a criança de 1 a 2 anos


Nessa fase, a criança está cheia de energia e

entusiasmo. Aprende por meio da

exploração do ambiente, curiosidade,

imitação e imaginação sem fim.

Quanto mais a criança é estimulada a falar,

“mamá qué bola”, “papá qué água”.

movimentar-se e descobrir, maior será o

desenvolvimento do seu cérebro e da

coordenação fina dos seus movimentos.

Essas realizações, ajudam a criança a se comportar

com mais competência e confiança.

A criança, nessa fase, já pode engatinhar

e andar e se desloca pela casa. Abaixa-se,

sem cair, para pegar objetos no chão.

Começa a identificar as partes do corpo

e aprende a falar o nome delas.

... ...


Leia mais em...www.unicef.org/brazil/pt/UNICEF_A4_pg01a11.pdf

quarta-feira, 17 de março de 2010


Desenvolver atividades em Educação Infantil não é nada fácil, em razão dos alunos serem muito pequenos e ainda por não corresponderem de forma motora a muitas atividades। Assim, seguem algumas sugestões que poderão auxiliar o professor no cotidiano da sala de aula, bem como fora dela। CAIXA DE SENSAÇOES: o professor pode encapar uma caixa de tênis fazendo um furo em forma de círculo, com dez centímetros de diâmetro। O professor deverá organizar materiais como retalhos, flocos de algodão, pedaços de lixa, tampinhas, caixinhas e outros objetos e ir colocando-os por uma das extremidades, a fim de que a criança, com a mão do outro lado, identifique o material. CAMINHO COLORIDO: com folhas de papel pardo, faça um caminho para que as crianças carimbem os pés, com tintas coloridas. É uma atividade que envolve muito as crianças, e as deixam muito felizes.Atividades que desenvolvem a psicomotricidade TOCA DO COELHO: Dispor bambolês no pátio da escola de forma que fiquem duas crianças em cada um e que sobre uma fora do bambolê. Ao sinal do professor, as crianças deverão trocar de toca, entrando duas em cada um. Sempre sobrará uma criança fora da toca. DE ONDE VEM O CHEIRO? A professora irá passar perfume em um paninho e o esconderá na sala, num lugar fácil, onde os alunos deverão descobrir de onde vem o cheiro. DENTRO E FORA :Fazer uma forma geométrica bem grande no chão e pedir que as crianças entrem na delimitação desse espaço. Se quiser o professor poderá fazer outra forma dentro da que já fez onde irá pedir que os alunos adentrem também, explorando ainda que se a forma é pequena eles irão ficar apertados. ARREMESSO:O professor fará uma linha no chão, usando fita crepe e as crianças deverão arremessar garrafinhas plásticas cheias de areia, para frente. O professor irá medir as distâncias e verificar quem conseguiu arremessar mais longe. Depois, em sala de aula, poderá fazer um gráficoexplicativo PNEUS:Esses podem ser usados para várias brincadeiras, como pular dentro e fora, se equilibrar andando sobre a parte de sua lateral ou ainda quem consegue rolar o pneu de um determinado lugar até outro sem deixá-lo cair. QUE SOM É ESSE? Com faixas de tnt preto, vendar os olhos dos alunos e fazer diferentes barulhos usando instrumentos musicais, latas, brinquedos, etc., a fim de que as crianças identifiquem os mesmos. CAIXA SURPRESA: Com uma caixa de papelão encapada, o professor irá mandar para a casa de um aluno a fim de que os pais enviem algum material que possa ser descoberto pelas crianças. O professor vai fazendo descrições do material, até que as crianças descubram o que é. PEGA-PEGA DIFERENTE:Dividir a turma em dois grupos e identificá-los com lenços ou fitas de cores diferentes. Após o sinal do professor os grupos deverão pegar uns aos outros e a criança pega deverá ficar num espaço delimitado pelo professor. Vence o grupo que tiver mais pessoas que não foram pegas. Por Jussara de Barros Graduada em Pedagogia Equipe Brasil Escola

http://jogosebrincadeirasnasaladeaula।blogspot.com/2009/03/dez-jogos-e-brincadeiras-para-educacao_10.html

terça-feira, 16 de março de 2010

HELP



Oi pessoal, estou ainda formulando os posts futuros que se relacionem ao tema do blog... ...tem bastante brincadeiras para serem descrita, o problema que o tempo está curto... ...se alguem puder me ajudar estou aguardando os post para compartilhá-los com todos
Um abraço.

domingo, 14 de março de 2010

Jogos e Brincadeiras


O que é brincar para a criança?


Os jogos da criança pequena são fundamentais para o seu desenvolvimento e para a aprendizagem, pois envolvem diversão e ao mesmo tempo uma postura de seriedade. A brincadeira é para a criança um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo. Brincar é uma forma de a criança exercitar sua imaginação. A imaginação é uma forma que permite às crianças relacionarem seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco conhecem. A brincadeira expressa a forma como uma criança reflete, organiza, desorganiza, constrói,destrói e reconstrói o seu mundo.
Bruno Bettelheim, fala que a brincadeira é uma ponte para a realidade e que nós, adultos, através de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo: quais são as suas preocupações, que problemas ela sente, como ela gostaria que fosse a sua vida. Ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras. Ou seja, brincar é a sua linguagem secreta que devemos respeitar mesmo que não a entendamos.
JOGO LIQUIDAÇÃO -> quando a criança busca superar situações desagradáveis. É como se ela zombasse de suas próprias limitações e as enfraquecesse. Em cada momento do seu processo de desenvolvimento, a criança utiliza-se de instrumentos diferentes e sempre adequados às suas condições de pensamento. À medida que ela cresce, as brincadeiras modificam-se, evoluem.
JOGOS DE EXERCÍCIO -> ou jogos funcionais, têm início aproximadamente aos quatro meses de idade, quando a criança começa a ter uma melhor coordenação da visão e da apreensão. Os jogos de exercício que envolve ações mentais, isto é, o pensamento, como acontece nos jogos de combinações de palavras. EX: “Hoje é domingo pede cachimbo...”, ou “Um, dois, feijão com arroz...”
Essas atividades lúdicas não necessitam de qualquer técnica particular, são simples exercícios.
JOGOS DE MANIPULAÇÃO -> são praticados a partir do contato da criança com diferentes materiais, movidos pelo prazer que a sensação tátil proporciona.
JOGOS DE CONSTRUÇÂO -> acontecem quando a criança faz ordenações sobre os objetos. São responsáveis por aquisições para o desenvolvimento motor e intelectual da criança, tais como classificação, a seriação, o equilíbrio, as noções de quantidade, tamanho e peso, bem como a discriminação de formas e cores.
JOGOS SIMBÓLICOS -> também chamados de “faz-de-conta”. Por meio deles, a criança expressa a sua capacidade de representar dramaticamente.
Entre 1 ano e meio e 3 anos de idade, acriança começa a imitar suas ações cotidianas e passa a atribuir vida aos objetos.
COMPENSAÇÃO -> vai se imaginar realizando coisas que os adultos podem e ela não. EX: a criança brinca que está dirigindo automóvel, ou apagando um incêndio. A criança aprende agindo “como se fosse” alguma coisa ou alguém específico.
TRANSPOSIÇÂO: a criança age com um determinado objeto (real), mas utiliza-o com uma função (imaginária) diferente da habitual. EX: a criança deseja montar em um cavalo, então ela toma uma vassoura e a coloca no lugar do cavalo.
N o jogo de “faz-de-conta”, a criança experimenta diferentes papéis sociais, funções sociais generalizadas a partir da observação do mundo dos adultos.
Dos 4 aos 7 anos, a busca pela aproximação ao real vai caracterizar os jogos simbólicos. A criança desejará imitar de forma mais coerente.
Segundo a professora Vera Lúcia dos Santos, no decorrer da fase do jogo simbólico, existem três características fundamentais que evoluem simultaneamente:
1) Forte tendência à ordenação. As crianças preocupam-se em ordenar seus jogos, escolhendo objetos de composição.
2) Evidencia-se a intenção de realismo que conduz o jogo para a imitação exata do real. As crianças buscam objetos mais próximos dos objetos reais que funcionem como suporte para suas cenas;
3) A capacidade de organização e o desenvolvimento da imitação acarretarão maior diferenciação de papéis, propiciando o surgimento do verdadeiro grupo de jogo.
JOGOS DE REGRAS -> é necessário que haja cooperação entre os jogadores e isso exige, certamente, um nível de relações sociais mais elevados. As brincadeiras e os jogos são espaços privilegiados para o desenvolvimento infantil e para a sua aprendizagem.
O papel do professor
Cientes da importância dos jogos e das brincadeiras na Educação Infantil, o professor deve elaborar propostas de trabalho que incorporem as atividades lúdicas. Deve também, propor jogos e brincadeiras. Não há necessidade de o jogo ser espontâneo, idealizado pela criança. “O que faz do jogo um jogo é a liberdade de ação física e mental da criança nessa atividade”. (BRASIL, 1995b, p.103).
Para que um professor introduza jogos no dia-a-dia de sua classe ou planeje atividades lúdicas, é preciso, que ele acredite que brincar é essencial na aquisição de conhecimentos, no desenvolvimento da sociabilidade e na construção da identidade.
A professora Vera Lúcia dos Santos diz que a atitude do professor é, sem dúvida, decisiva no que se refere ao desenvolvimento do faz-de-conta. Ela destaca três funções diferenciadas que podem ser assumidas pelo professor, conforme o desenrolar da brincadeira:
1) Função de observador, na qual o professor procura intervir o mínimo possível, de maneira a garantir a segurança e o direito à livre manifestação de todos;
2) Função de catalisador (perceber), procurando, através da observação, descobrir as necessidades e os desejos implícitos na brincadeira, para poder enriquecer o desenrolar de tal atividade;
3) Função de participante ativo nas brincadeiras, quando como um mediador das relações que se estabelecem e das situações surgidas.


Por Renata Gonçalves

Veja mais em: http://jogosebrincadeirasnasaladeaula.blogspot.com/

sexta-feira, 12 de março de 2010

Roda da Conversa, que momento é este?

Quando as crianças em roda resolvem falar, passamos a enxergar um universo que até então poderia estar despercebido. Suas vivências, suas interpretações nos traz a pureza dos seus sentimentos e suas visões da vida e do espaço em que estão inseridas.

http://www.youtube.com/watch?v=1pyojtilb4Y

Qual percepção... ..cores? ...formas?

Um breve relato...


Qual brinquedo, qual brincadeira eu devo utilizar com crianças na faixa etária entre um e três anos de idade?

É na tentativa de responder a essa pergunta que surgiu a idéia deste blog. Os mais velhos tarimbados na educação infantil talvez rirão deste questionamento, a prática, os anos de vivência em sala com crianças em seus anos iniciais deram a eles a experiência necessária para montar e por em prática um plano pedagógico que realmente alcança grande parte do objetivo esperado, no entanto, nós que iniciamos agora nossa carreira, na educação infantil, nos encontramos perdidos na hora da prática diária. Quase não encontramos literatura que exemplifique variedades de brincadeiras e brinquedos que se adéqua ao desenvolvimento desses pequeninos. Quando encontramos alguma coisa, geralmente esta focado em idades acima das referidas ou citam as fases e o desenvolvimento alcançado nessa faixa etária, quando a nossa espectativa é a de encontrar o famoso “faça isso...dará certo”.

Conto com a participação dos leitores na construção desse material para assim, quem sabe, ajudarmos a todos aqueles que como eu se vê nessa situação.

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